Escolher uma profissão pode ser uma tarefa estressante para o jovem que está na fase de decidir que rumo dar à vida. Novas opções de carreira surgem praticamente a cada dia, num mercado de trabalho em constante evolução. No site do CIEE, estudantes dos ensinos médio e superior podem realizar um teste gratuito que os ajuda a conferir com quais áreas de atuação seu perfil melhor combina. Trata-se de uma ferramenta de autoconhecimento denominada Indicador Brasileiro de Temperamentos para Adolescentes (IBTA).

São dez perguntas que identificam preferências, valores e autoimagem dos respondentes. Ao final, o Portal CIEE emite uma resposta imediata, relacionando o participante a perfis psicológicos – batizados de guardião, idealista, hedonista ou cerebral -, a um leque de profissões associadas ao seu modelo de temperamento e a personalidades famosas que se enquadram nesse grupo. O cerebral, por exemplo, engloba pessoas independentes, engenhosas e com talento estratégico, intuição, raciocínio lógico e inteligência espacial bem desenvolvidos.
O jovem cerebral está na companhia do físico Einstein, do inventor Santos Dumont e dos dois maiores gênios da informática do século 20, Bill Gates, da Microsoft, e Steve Jobs, da Apple. Para esse grupo, a lista de perfis profissionais sugeridos abrange desde analista de sistemas até zoólogo por envolverem atividades que os jovens cerebrais têm muita facilidade de executar, tais como pesquisa, normalização, planejamento e desenvolvimento de novos produtos.

A avaliação IBTA foi elaborada pela pedagoga Maria da Luz Calegari, que estuda o assunto há 20 anos e não tem dúvida de que a essência da personalidade – visão de mundo, modo de fazer escolhas, interesses, valores e talentos naturais – está no temperamento do ser humano, que é inato. Ela defende que o jovem deve construir uma carreira em um campo para o qual é naturalmente vocacionado, a fim de ter prazer no que faz e não se frustrar. Além disso, o contentamento pessoal no desenvolvimento dessa ou daquela atividade está diretamente relacionado à produtividade do profissional. Uma pessoa motivada não só rende mais quantitativamente como qualitativamente. E, no final das contas, apresentar um bom desempenho é o determinante para o estagiário que busca a tão sonhada efetivação.

*Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.


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