* Por Luana Grandino

 
Representando mais de 98% das empresas em operação no Brasil, segundo dados do Sebrae-SP, as PMEs eram, até pouco tempo, negligenciadas. Ou seja, os holofotes estavam voltados somente para as grandes empresas. Estavam. Hoje, as pequenas e médias empresas estão para grandes fornecedores assim como a classe C está para a economia brasileira. Essa relação, quase matemática, é cada vez mais real, interessante e lucrativa.
 
Ainda de acordo com dados do Sebrae-SP, até 2015, o número de PMEs no Brasil deve crescer mais 50%, o que reafirma o grande potencial destas empresas. Pela expressividade destes números, os grandes fornecedores já sentiram a força das PMEs e a representatividade deste potencial de geração de renda e de emprego na economia brasileira. Anunciantes como WalMart, Vivo e Compra Fácil, por exemplo, já entenderam que as “emergentes” são também um bom negócio e que, apesar de ainda crescentes, as PMEs precisam e querem ser bem atendidas.
 
Esse histórico é muito próximo à trajetória da classe C brasileira. Os grandes anunciantes também se dirigiam especialmente para as classes A e B, que sempre investiram mais em um produto ou serviço. Com a expressiva expansão da classe C, que viu sua renda aumentar exponencialmente e recebeu novas opções de crédito facilitado, particularmente entre a década de 90 e 2003, uma nova estratégia tomou conta das fabricantes.
 
Com isso, as marcas se renderam ao público desta fatia do mercado, que vem se mostrando cada vez mais ávida por serviços e produtos de qualidade. Muitas empresas perceberam essa transformação e vem atendendo muito bem este mercado como, por exemplo, a Casas Bahia. A varejista leva ao público C produtos que até então eram inacessíveis.
 
A comprovação da potência das PMEs, paralela à eloqüência da classe C, resulta em um entendimento contemporâneo de que a economia brasileira depende, e muito, dos pequenos e médios empresários. Atender a este público é um mercado com grande potencial de crescimento.  Afinal, assim como a classe C, as PMEs são fundamentais para que a economia brasileira alavanque ainda mais. 
 
 
*Luana Grandino é gerente do site Negócios Urbanos
 


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