Fiesp pede à Receita rigor na fiscalização de importados

São Paulo – O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse ontem 06/06 que pediu ao secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, providências mais enérgicas na fiscalização de produtos importados. De acordo com o empresário, o tema foi o assunto dominante durante almoço de Barreto com empresários, na capital paulista. "O foco principal, que tomou conta do almoço, foi a questão das importações. Nós estamos num momento em que o real está sobrevalorizado, o dólar está barato e há um tsunami de importados e manufaturas", disse. O secretário da Receita deixou o almoço sem falar com a imprensa.

Na avaliação do dirigente da entidade, é necessário endurecer a fiscalização dos importados e evitar práticas desleais de comércio. O presidente da Fiesp disse que, durante o almoço também foi discutida a necessidade de desoneração da folha de pagamento, com atenção especial para a indústria. Skaf voltou a defender uma redução dos 20% de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recolhidos na folha de pagamento.

O presidente da Fiesp avaliou ainda, após o encontro, que não há a "mínima razão" para o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) aumentar a taxa básica de juros, hoje em 12% ao ano. O Copom irá se reunir amanhã e quarta-feira. "Eu espero que baixe, porque não há a mínima razão de subir juros", disse. "A inflação está em queda, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho e julho será próximo de zero", alegou. Pesquisa do AE Projeções com 75 analistas de mercado mostra que a aposta unânime é de uma elevação de 0,25 ponto porcentual da taxa Selic na próxima reunião do Copom.

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