Contador – O Médico das Empresas

janeiro 31, 2008 por Tactus
Categoria: Gestão Tributária 

Que tipo de empresa é a sua?

Imagine que certa mulher que tem o seu ganha-pão usando seu corpo e pedindo trocados juntos aos carros que param no farol. Ela engravida e não sabe quem é o pai do seu filho. Após nove meses nasce a criança e em seguida a mãe usa essa criança para ganhar alguns trocados nos faróis, quando os carros param.
Pergunta:
Se esta criança sobreviver qual será o seu futuro?
No mundo empresarial não muito diferente, encontramos empresários, se é que podemos qualificá-los como empresários que são iguais a essa criança.
Abrem uma empresa sem saber ao certo o que iram fazer, despreparados, sem assessoria profissional, desconhecendo princípios básicos do mercado, desconhecendo quem são seus clientes, o custo do seu produto, a carga tributária, e até mesmo o que é capital de giro. Chegam ao ponto de abrir uma empresa para vender produtos que não sabem quem serão os compradores.
Enfim, vai usar esta criança como seu meio de vida, ou seja, vai explorá-la e ela sem nunca conseguir crescer, se é que conseguirá sobreviver.
Uma pesquisa recente que fizemos detectamos três tipos de empresas quando se nasce.
A empresa Anã:
A anã é a pessoa portadora de acondroplasia (pessoa de baixa estatura), por um problema genético tem o seu desenvolvimento estrutural atrofiado, que pode ser derivado por hereditariedade ou não.
Na empresa funciona da mesma maneira, uma empresa pode ser atrofiada no seu desenvolvimento, por questão de hereditariedade ou por nascer já com esta deficiência.
Na questão de hereditariedade: Um dos sócios não pensa na empresa como uma pessoa que precisa crescer e desenvolver-se e sim como seu meio de subsistência imediato. Diante disso, ele suga os recursos dela e não a deixa desenvolver.
Neste aspecto o artigo 50 do NCC (Novo Código Civil) ampara a sociedade mostrando que é abuso da personalidade jurídica o desvio de finalidade e a confusão patrimonial, ou seja, a pessoa física dos sócios enriquece as custas da pessoa jurídica, matando-a e depois ainda é capaz de alegar que “sua” empresa não “dá” lucro.
Um exemplo da empresa anã, é um “mercadinho” de bairro, onde não encontramos nele qualquer arte administrativa. Neste caso ele sempre será apenas um mercadinho de bairro.
O “mercadinho” diminutivo da palavra “mercado” vem do termo que é definido como sendo um conjunto da oferta e da procura relativa a um bem, serviço ou capital, ou o conjunto de todos eles.
Isso nos leva a compreender que ele deve ater as necessidades dos seus clientes.
Quem são eles?
Qual é o seu poder econômico?
Qual é a dificuldade de locomoção?
O que eles precisam?
E muitas outras perguntas…
Com essas informações o empresário poderá mensurar qual deve ser o tamanho da sua empresa.
É preciso fazer um estudo do giro de produtos nas prateleiras, para compreender quais os produtos que permanecerão, por quanto tempo para com isso determinar o fluxo deste produto e determinar qual será o estoque necessário.
E a concorrência? Qual é o preço dela? Quanto os clientes compram do seu concorrente? Quais benefícios ele oferece aos clientes? Qual é a rentabilidade? Quais são os pontos fortes e fracos deles?
Estas são analises que os empresários não fazem antes de abrir sua empresa e com isso atrofiam o desenvolvimento dela.
Um mercadinho hoje poderia tornar-se num supermercado amanhã.

A empresa Pigmeu:
Pigmeu como pessoa é uma raça.
Não existe um pigmeu de 1,70 cm, ele já nasce para ser daquele tamanho.
A empresa pigmeu também foi projetada para ser pequena.
Um exemplo disso é o da banca de jornal, que por maior que seja, não vai passar de uma banca de jornal.
Do mesmo modo, um bazar ao crescer deixa de ser um bazar porque torna-se-ia um magazine por exemplo. Mas coisas mudam, e os grandes magazines ampliam os seus horizontes e suas bases territoriais, investem na divulgação de seus produtos, procuram oferecer preços e qualidades diferenciadas, enfim, estratégias que aquele pequeno bazar não está interessado e acha que nunca vai crescer a ponto de tornar-se um magazine e por isso eles são iguais aos pigmeus.

Empresa Criança
Uma criança quando bem cuidada e alimentada cresce e pode se tornar um aduto saudável.
Analisem a situação:
A criança quando nasce, não conhece o doce, amargo e o salgado.
Quando a mãe prepara a mamadeira, experimenta e diz: “Falta mais açucar ou agora tá bom”
A pergunta é: Quem vai tomar a mamadeira é mãe ou a criança?
Depois que a criança tomar algo doce, dê para ela algo amargo. Qual será o resultado? A criança passa rejeitar o amargo porque conheceu o doce.
Outra situação, a mãe prepara a mamadeira, que muitas chamam de “engrossante” e é engrossante mesmo, pois pode chegar ao ponto de não passar no orifício da mamadeira. O que a mãe faz?
Corta o bico da mamadeira e e dá o “concreto” para filho.
O conceito de muitos é que a criança quando é gorda é uma criança linda.
O comer em demasia não resulta em saúde pois gera uma complicação futura.
Na empresa as medidas doces e salgadas são avaliados por pessoas que tomam as medidas para si.
Exemplo: Admitem no trabalho pessoas sem experiência profissional, só porque está passando necessidade.
Tal pessoa após sanarem suas dívidas não vai oferecer mais nada para o empregador, senão problemas.
Muitos empresários tomam decisões com base no coração e rejeitam a razão. Nem sempre comer muito significa saúde, do mesmo modo que nem sempre armazenar estoque significa que a empresa é uma empresa saudável.
Para a empresa “criança” tornar-se uma empresa “adulta” saudável é preciso investir muito tempo e recursos, mas com plena certeza a empresa criança é a única que poderá tornar-se um adulto saldável.

Josafá Santos

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