Contador – O Médico das Empresas
Que tipo de empresa é a sua?
Imagine que certa mulher que tem o seu ganha-pão usando seu corpo e pedindo trocados juntos aos carros que param no farol. Ela engravida e não sabe quem é o pai do seu filho. Após nove meses nasce a criança e em seguida a mãe usa essa criança para ganhar alguns trocados nos faróis, quando os carros param.
Pergunta:
Se esta criança sobreviver qual será o seu futuro?
No mundo empresarial não muito diferente, encontramos empresários, se é que podemos qualificá-los como empresários que são iguais a essa criança.
Abrem uma empresa sem saber ao certo o que iram fazer, despreparados, sem assessoria profissional, desconhecendo princípios básicos do mercado, desconhecendo quem são seus clientes, o custo do seu produto, a carga tributária, e até mesmo o que é capital de giro. Chegam ao ponto de abrir uma empresa para vender produtos que não sabem quem serão os compradores.
Enfim, vai usar esta criança como seu meio de vida, ou seja, vai explorá-la e ela sem nunca conseguir crescer, se é que conseguirá sobreviver.
Uma pesquisa recente que fizemos detectamos três tipos de empresas quando se nasce.
A empresa Anã:
A anã é a pessoa portadora de acondroplasia (pessoa de baixa estatura), por um problema genético tem o seu desenvolvimento estrutural atrofiado, que pode ser derivado por hereditariedade ou não.
Na empresa funciona da mesma maneira, uma empresa pode ser atrofiada no seu desenvolvimento, por questão de hereditariedade ou por nascer já com esta deficiência.
Na questão de hereditariedade: Um dos sócios não pensa na empresa como uma pessoa que precisa crescer e desenvolver-se e sim como seu meio de subsistência imediato. Diante disso, ele suga os recursos dela e não a deixa desenvolver.
Neste aspecto o artigo 50 do NCC (Novo Código Civil) ampara a sociedade mostrando que é abuso da personalidade jurídica o desvio de finalidade e a confusão patrimonial, ou seja, a pessoa física dos sócios enriquece as custas da pessoa jurídica, matando-a e depois ainda é capaz de alegar que “sua” empresa não “dá” lucro.
Um exemplo da empresa anã, é um “mercadinho” de bairro, onde não encontramos nele qualquer arte administrativa. Neste caso ele sempre será apenas um mercadinho de bairro.
O “mercadinho” diminutivo da palavra “mercado” vem do termo que é definido como sendo um conjunto da oferta e da procura relativa a um bem, serviço ou capital, ou o conjunto de todos eles.
Isso nos leva a compreender que ele deve ater as necessidades dos seus clientes.
Quem são eles?
Qual é o seu poder econômico?
Qual é a dificuldade de locomoção?
O que eles precisam?
E muitas outras perguntas…
Com essas informações o empresário poderá mensurar qual deve ser o tamanho da sua empresa.
É preciso fazer um estudo do giro de produtos nas prateleiras, para compreender quais os produtos que permanecerão, por quanto tempo para com isso determinar o fluxo deste produto e determinar qual será o estoque necessário.
E a concorrência? Qual é o preço dela? Quanto os clientes compram do seu concorrente? Quais benefícios ele oferece aos clientes? Qual é a rentabilidade? Quais são os pontos fortes e fracos deles?
Estas são analises que os empresários não fazem antes de abrir sua empresa e com isso atrofiam o desenvolvimento dela.
Um mercadinho hoje poderia tornar-se num supermercado amanhã.
.
.