Comércio de material de construção tem queda no ABCD

O faturamento bruto corrente do comércio varejista de material de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) registrou queda de 7,8% no primeiro mês de 2015. A contraposição é feita com o mesmo mês do ano anterior. No período, a receita bruta de vendas do setor atingiu R$1,65 bilhão na região. O estudo foi feito a partir dos dados primários da Secretaria Estadual da Fazenda e da estratificação das 16 Delegacias Regionais Tributárias (DRTs) no Estado de São Paulo. Para chegar ao desempenho da RMSP, somou-se o desempenho de quatro delegacias: São Paulo (capital), ABCD (7 municípios), Guarulhos (12 munícipios) e Osasco (19 municípios).

As maiores quedas foram registradas nas regiões de Osasco e Guarulhos, com recuo respectivo na receita corrente de vendas de 18,9% e 11,5% na comparação interanual. O desempenho da capital, que responde por cerca de 60% do total da receita varejista da RMSP, se reduziu em 7,9%. O ABCD foi a única região na qual houve aumento das vendas, de 2,1% em janeiro.

No Estado de São Paulo, o total do comércio varejista atingiu faturamento bruto real de R$41,7 bilhões no primeiro mês do ano. Houve uma queda real de 5,4% em relação ao mesmo período de 2014. Considerando apenas as lojas de material de construção, a cifra chega a R$3,3 bilhões, 10% menor que o visto no primeiro mês do ano passado. Como na Região Metropolitana de São Paulo o faturamento do setor no período ficou em R$ 1,65 bilhão, verifica-se que as vendas do varejo de materiais de construção da RMSP mantêm a proporção de 50% do total do varejo do mesmo setor, no âmbito estadual.

Enquanto o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro praticamente estagnou em 2014, com crescimento irrisório de 0,1%, o PIB do comércio recuou 1,8% em relação a 2013. Esta recessão do setor é resultado do enfraquecimento do consumo interno brasileiro e, consequentemente, das vendas. Neste caso, tanto no atacado quanto no varejo, já que as empresas relutam em investir e as famílias a consumir.

A realidade descrita acima também ocorre ao setor de material de construção. A receita de vendas da atividade na RMSP vem de uma queda anual de 6,5% em 2014. A continuidade no primeiro mês de 2015 nos mostra que a tendência se mantém, e com decréscimos portentosos, de 10% no Estado de São Paulo e 7,8% na RMSP. Nos próximos meses o quadro não deve se alterar, uma vez que o ambiente de negócios aos investimentos privados prosegue incerto e hostil, assim como a demanda dos consumidores, que se mantém corroída pela inflação. Em março, na análise de 12 meses, o IPCA atinge significativos 8,13%, o maior índice em 20 anos. Ao varejo de material de construção somente uma guinada de confiança aos consumidores trará aceleração nas vendas. Neste momento, nem mesmo o “Minha Casa, Minha Vida 3” parece ser capaz de alterar significativamente o desempenho do setor. Não aos moldes de vendas de três anos atrás.

Fonte: SINCOMAVI – O Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção

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