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Questionamentos como esse sobre o que é dívida ou investimento, fluxos de caixa, pagamento de tributos e custeio fazem parte do cotidiano das empresas de todos os portes

Por Geuma Nascimento 

A divulgação no final de maio do balanço do primeiro trimestre do endividamento dos brasileiros com o sistema financeiro nacional, embora matematicamente correta, acabou suscitando uma polêmica e algumas dúvidas. A partir dos números apresentados pelo Banco Central, a ênfase na mídia ficou para o “novo recorde” registrado em março, quando as dívidas das famílias corresponderam a 43,99% da renda anual, consolidando 42,37% no acumulado dos primeiros três meses deste ano.

Deu-se pouco destaque ao outro lado da moeda: parte substantiva do aumento desse endividamento refere-se ao crédito habitacional. Conforme explicou o próprio Banco Central, se for excluído o montante relativo à compra de imóveis, o endividamento cai para 30,48% da renda em março, 31,17% no acumulado do trimestre. Nesse recorte de leitura, pode-se raciocinar no sentido de que está sendo reduzida a dívida das famílias em relação às suas rendas. O que está aumentando é a oferta de crédito habitacional. Assim, esse item não se referiria à dívida, mas ao investimento.

Com esse mesmo raciocínio, muitas famílias estão substituindo o pagamento do aluguel, que não se inclui nas estatísticas sobre o comprometimento da renda com as dívidas, pelo financiamento habitacional, que é de longo prazo, tem juros mais baixos e propicia o aumento do patrimônio, a segurança da casa própria e até mesmo a geração de renda extra do aluguel para aqueles que já tinham imóvel para moradia. Essa análise é coerente do ponto de vista matemático, mas e sob o aspecto contábil?

Questionamentos como esse sobre o que é dívida ou investimento, fluxos de caixa, pagamento de tributos e custeio não se restringem aos temas macroeconômicos do País. Na verdade, fazem parte do cotidiano das empresas, de todos os portes. Muitas delas, porém, não só têm dúvidas conceituais sobre essas questões, como dificuldades para gerenciá-las de modo eficaz. Isso é preocupante, pois nada há de mais nocivo para um negócio do que o gerenciamento financeiro econômico e contábil equivocado.

Assim, é recomendável a contratação de serviços especializados de contabilidade e áreas afins, como economia e finanças. Muito mais do que separar o joio das dívidas do trigo dos investimentos, organizar pagamentos, inclusive de tributos, e recebíveis, o “bom“ contador/consultor saberá como fazer isso de modo a estabelecer o fluxo financeiro adequado para o melhor desempenho de cada empresa.

Exatamente para evidenciar o significado dessa boa gestão e difundir a importância dos profissionais da área, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) instituiu a campanha “2013: Ano da Contabilidade no Brasil”. A iniciativa soma-se à recente criação, pelo mesmo órgão, de uma comissão para estudar propostas de ampliar a formação técnica e acadêmica no setor. Será muito positivo para o universo corporativo se todas as empresas, na dúvida, consultarem um “bom” contador. Desculpem-me os céticos, mas saúde econômica e financeira é fundamental! 

Fonte: Incorporativa

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