Fatia de domésticos que dormem no trabalho cai 90% em São Paulo

 

 

Fatia de domésticos que dormem no trabalho cai 90% em São Paulo

Apenas 2% desses empregados estavam nessa situação no ano passado, ante 23% em 1992

Também houve redução nos mensalistas sem carteira assinada, afirma levantamento da Seade e do Dieese

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Os últimos 20 anos foram de forte queda na proporção de empregados domésticos que dormiam no trabalho e de mensalistas sem carteira de trabalho assinada.

O período foi de alta na porcentagem de mensalistas com carteira assinada e de diaristas na região metropolitana de São Paulo.

A conclusão é de um estudo divulgado pela Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

Segundo o trabalho, houve redução de 90% na proporção de empregados que dormiam no trabalho –eram 22,8% dos domésticos nessa situação em 1992 e apenas 2,3% no ano passado.

A proporção de domésticos mensalistas sem carteira assinada caiu de 43,2% para 26,1% e cresceu a de mensalistas com carteira, de 26,5% para 38,8%, e a de diaristas, de 30,2% para 35,1%.

Apesar de a relação trabalhista ter melhorado em duas décadas, um em cada quatro empregados domésticos ainda não tem carteira de trabalho assinada na região metropolitana de São Paulo, segundo a Seade e o Dieese.

O estudo não leva em conta os efeitos da lei dos empregados domésticas, que entrou em vigor no mês passado e amplia os direitos trabalhistas desses profissionais.

De acordo com o estudo, o trabalho doméstico representava 7% das ocupações em 2012 (682 mil pessoas).

A média salarial dos domésticos com carteira assinada é a maior das três categorias: R$ 952. Diaristas têm média salarial de R$ 711, e mensalistas sem carteira assinada, R$ 684.

Ao comparar o salário por hora, no entanto, os diaristas têm a melhor remuneração (R$ 6,59 por hora) devido ao menor número de horas trabalhadas (25 horas semanais). Mensalistas com carteira ocupam a segunda posição (R$ 5,41 por hora e 41 horas trabalhadas) e os sem carteira, a lanterna (R$ 4,27 por hora e 37 horas trabalhadas).

No período analisado, o estudo aponta que houve redução da jornada de trabalho para todos os mensalistas –de 49 para 41 horas semanais para os com carteira assinada e de 43 para 37 para os sem um contrato formal de emprego– e se manteve em 25 horas semanais para diaristas.

Fonte: Folha de S.Paulo

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