Comportamento ou técnica?

 

Comportamento ou técnica?

A falta de talentos no Brasil já é um assunto bastante discutido nos últimos tempos. Contudo, como diz Anderson Hernandes, palestrante, escritor, contador e executivo, "esse cenário não se resume apenas ao quesito 'qualificação técnica' e envolve também a qualificação comportamental, ou seja, vivemos a falta de talentos com qualificação comportamental no mercado".

Em seu artigo "Qualificação comportamental vs. Qualificação técnica: qual delas prevalece?", Hernandes conta que universidades corporativas foram criadas para as empresas qualificarem seus profissionais às necessidades de mercado e isso tem tornado possível formar pessoas com alguns anos de instrução e experiência técnica prática. "No entanto, a qualificação comportamental não depende unicamente de um programa de treinamento corporativo, mas de um programa de mudança que antes de tudo se inicia dentro do indivíduo e cuja porta de entrada deve ser aberta por ele próprio", diz.

Segundo ele, no mercado atual, existe uma gama de possibilidades para profissionais que desenvolveram habilidades comportamentais tais como: equilíbrio emocional, respeito aos pares, capacidade de transmitir suas ideias, flexibilidade, extroversão, persistência, empatia e muitas outras.

Para Hernandes, habilidades comportamentais serão em muitos casos o divisor entre uma carreira comum e uma brilhante. "Por exemplo, um profissional experiente com amplo domínio técnico que não tenha habilidades comportamentais para exercer cargos de liderança muito provavelmente perderá grandes oportunidades de ascensão profissional", revela.

A importância do comportamento

Se o comportamento é tão importante para os profissionais, por que faltam tantos profissionais com tais habilidades? Ao responder, ele enumera duas razões:

1. Primeiramente, porque as mudanças comportamentais dependem muito da própria pessoa, incluindo os seus próprios conflitos de personalidade, limitando a amplitude do que as empresas podem fazer, afinal de contas não se trata apenas de treinar seus colaboradores.

2. Em segundo lugar, porque nem todos aceitam que seja necessário fazer mudanças e é comum encontrar pessoas com comportamento inadequado que não acham nada de errado nisso.

De acordo com Hernandes, as características comportamentais das pessoas são decisivas em casos de demissões, mudanças de cargos e crescimento de carreira e tanto os próprios profissionais como os recrutadores que menosprezam a importância da qualificação comportamental sofrerão as consequências por minimizar a importância de um fator determinante hoje em dia. "Afinal, entre qualificação comportamental e técnica, qual delas prevalece? No meu entendimento, uma complementará a outra, sendo a qualificação técnica um ingrediente para entrar no mercado e a comportamental fundamental para uma carreira de sucesso", conclui.

Publicado no Salário BR

Fonte – Anderson Hernandes

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