A segurança como primeiro item

 

*Por Alessandro Ragazzi

 

Evento é um acontecimento sempre planejado para reunir um grande número de pessoas. De acordo com dados do SEBRAE, ocorrem todos os anos no Brasil mais de 330 mil eventos, envolvendo 80 milhões de participantes resultando na geração de cerca de três milhões de empregos diretos, terceirizados e indiretos. Só nos últimos dez anos, esse segmento cresceu cerca de 300%.

 

Mas de todos os grandiosos números que compõem esse cenário cada vez mais promissor, um item é primordial e deve estar à frente de todos os índices e cifras: segurança. Quem atua nesse movimentado e promissor mercado de organização de festas, feiras ou congressos, sabe que para recepcionar e entreter é preciso programar, organizar e testar, de forma a contemplar uma grande quantidade de pessoas em um mesmo espaço físico sem oferecer risco algum.

 

E essa série de cuidados só pode ser validada através do corpo de Bombeiros e de arquitetos ou engenheiro que podem responder legalmente pela obra. Por isso a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) ou RRT (Registro de Responsabilidade Técnica) são instrumentos tão importantes e os únicos que podem assegurar que a estrutura está de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

 

Durante a última reunião realizada pela ABRACE STANDS, tivemos a participação da diretora técnica do Conselho de Arquitetura de Urbanismo de São Paulo (CAU), Márcia Mallet, para esclarecer sobre a importância de se manter um responsável técnico, seja engenheiro ou arquiteto nas montadoras.

 

Dependendo do projeto, um stand pode ser maior do que uma construção convencional e por isso envolve mais gente. Até a quantidade de energia elétrica é maior do que se usa em uma estrutura comum.

 

Mas a preocupação com a segurança não se restringe ao projeto do cliente e as milhares de pessoas que passarão diariamente pelo stand durante o evento. Neste sentido, a ABRACE STANDS vem realizando campanhas sobre a importância da utilização de equipamentos de segurança ( EPI´s), melhores condições de trabalho nos pavilhões e principalmente prazos maiores para montagem e desmontagem diminuindo assim alguns acidentes que ocorrem durante esse processo.

 

Sabemos que a tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria, foi uma sucessão de erros e que servirão para um verdadeiro alerta. Se a expectativa para este ano e o próximo é que haja um aumento de 20%, pegando carona  nos festejos de copa do mundo e olimpíadas, é preciso rever normas e intensificar a fiscalização para evitar outras tragédias.

 

*Alessandro Ragazzi é diretor jurídico da Associação Brasileira das Montadoras e Locadoras de Stands – ABRACE STANDS.

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