Por trás da Tecnologia

POR TRÁS DA TECNOLOGIA
Saiba por que o pensamento estratégico é fundamental para maximizar o ROI dos investimentos em TI.
 
Por Telmo Costa*
 
 
As previsões do Gartner indicam que as vendas de software corporativo devem movimentar em todo o mundo cerca de US$ 120,4 bilhões em 2012, o que representa uma expansão de 4,5% sobre o ano passado. Neste contexto, após as consolidações que vivemos nos últimos anos de sistemas de gestão integrada (ERP) e de soluções complementares como business intelligence (BI) e gestão de relacionamento com o cliente (CRM), discussões sobre a aplicação da tecnologia como forma de inovação e criação de diferenciais competitivos torna-se recorrentes no mercado empresarial.
 
Com isso, diariamente somos bombardeados com diversas informações a respeito de novas soluções que estão sendo lançadas, cada vez mais inovadoras, com a eterna promessa de revolucionar a gestão das empresas. O grande problema é que o discurso muitas vezes adotado posiciona a tecnologia como um investimento prioritário, que irá determinar todos os outros processos de negócio. Muitas companhias acabam fazendo os investimentos e ficam decepcionadas porque nem sempre os resultados previstos são alcançados.
 
Vale lembrar que a tecnologia não é, por essência, restritiva, sendo uma ferramenta de trabalho, que pode facilitar e agilizar processos básicos do dia a dia. Afinal, para que qualquer empresa seja competitiva ela tem que ser eficiente, e para isso existe a TI. Mas então, por que é tão raro encontrarmos no mercado abordagens que consigam unir a tecnológica aos processos corporativos?
 
A resposta para esta questão é bastante abrangente, mas envolve, sobretudo, a dificuldade das empresas em gerenciar os próprios processos internos. Afinal, esse diagnóstico organizacional prévio, fundamental para que qualquer implementação de software gere o máximo de retorno sobre o investimento, requer não só uma visão integrada do negócio, como também previsões embasadas sobre os projetos futuros da empresa.
 
Por isso, consultorias especializadas com experiência de mercado são  de grande auxílio tanto na identificação de potenciais caminhos futuros para o negócio, possibilitando implementações de TI que consigam suportar o crescimento corporativo de forma eficaz, como também na identificação de GAP’s entre os processos internos e a própria tecnológica. O objetivo, em ambos os casos, é melhorar a performance das operações e otimizar  custos por meio da melhora da operação e eliminação de retrabalho ou de atividades e soluções desnecessárias.
 
Em muitos casos, a simples revisão de processos ou mesmo a reimplantação do ERP podem resultar em economias gigantescas por conta, por exemplo, da realocação de recursos,  ou mesmo a otimização da relação com os Clientes, com a cadeia produtiva e de parceiros. Muito além de redução de estoque que são tão presentes para todos nós. Isso acontece porque grande parte das empresas utilizam seus sistemas de forma não integrada, ou, utilizam parcialmente seus recursos,  sem tirar 100% do proveito que eles podem proporcionar. Há também casos de vários sistemas desempenhando funções similares, com custos de processos e manutenção dobrados.
 
Para evitar GAP’s desse tipo e otimizar o ROI de investimentos em TI, portanto, vale a pena  ter em mente que um sistema pode ser colocado em qualquer empresa, desde que a implementação seja antecedida de um planejamento correto, que a tecnologia esteja de acordo com as reais necessidades do negócio, que a equipe saiba o que a organização quer e como utilizar o sistema e que o Projeto seja monitorado não só durante a execução, mas quando entrar em operação para que o alcance ou não, dos resultados que haviam sido estabelecidos sejam acompanhados.
 
*Telmo Costa é diretor presidente do Grupo Meta, empresa de Consultoria e Serviços de Tecnologia da Informação.
 

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