Governo lança programa que beneficia cooperativas gaúchas

O governo do Estado lançou nesta segunda-feira o Programa Gaúcho do Cooperativismo Rural. Um almoço no Piratini, com a presença do governador Tarso Genro, secretários e representantes de cooperativas, marcou a apresentação do programa que congrega um conjunto de ações voltadas ao setor, como políticas de incentivo fiscal e tributária, acompanhamento e qualificação da gestão.

No evento, o governador Tarso Genro afirmou que a iniciativa expressa um dos compromissos de sua gestão, que é o incentivo à base produtiva histórica local já instalada e o papel das cooperativas nesse processo. "A partir desta base é que se criam as condições para a atração de investimentos de fora do Rio Grande do Sul e do exterior, inclusive".

O Programa Gaúcho do Cooperativismo Rural foi formatado a partir do debate do Grupo de Trabalho específico, formado por integrantes do governo e do setor cooperativista. A execução do programa ficará a cargo da Secretaria de Desenvolvimento Rural. O titular da pasta, Ivar Pavan, detalhou cada um dos pontos do programa. "Esta é uma iniciativa que o organiza os produtores visando à comercialização dos seus produtos", resumiu.

Representantes de entidades do setor cooperativista também destacaram a implantação do programa. Vergílio Perius, do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado (Ocergs), disse que esta política representa a efetivação de um modelo de relação estado-cooperativismo, em que o poder público atua verdadeiramente como fomentador do setor, o que já está previsto desde a Constituição de 1988.

Vacinação contra febre aftosa começa nesta terça em 19 estados

A segunda etapa de vacinação do rebanho bovino contra febre aftosa começa hoje em 19 estados. O Ministério da Agricultura estima que durante a campanha 160 milhões de animais (bovinos e bubalinos) serão imunizados contra a doença. A meta do governo federal é proteger todo o rebanho da zona livre de febre aftosa com vacinação (205,6 milhões de animais) e superar o índice de cobertura alcançado em 2010, que foi de 97,4%. A exceção é o estado de Santa Catarina, que constitui uma zona livre da doença sem uso da vacinação.

Em Pernambuco, Piauí, Maranhão e Pará, cujos calendários foram alterados, a vacinação começa no dia 14 de novembro. A mudança faz parte dos preparativos para a realização do estudo soroepidemiológico, que integra o processo para obtenção do reconhecimento de zona livre de aftosa com vacinação junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). A meta do governo brasileiro é transformar todo o território brasileiro imune da doença com vacinação até 2013.

Na maioria das unidades federativas, os rebanhos bovinos e bubalinos de todas as idades devem ser vacinados. Já na Bahia, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Tocantins e no Distrito Federal apenas os animais com idade abaixo de 24 meses serão imunizados. A região pantaneira de Mato Grosso do Sul será a última a finalizar o processo em 15 de dezembro.

Fetag critica não cumprimento de acordo sobre dívidas agrícolas

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado (Fetag-RS) tem demonstrado preocupação com o não cumprimento do acordo sobre o endividamento agrícola feito no dia 13 de outubro com o governo federal. O presidente da entidade, Elton Weber, está descontente.

Weber lembra que, apesar do encerramento das negociações, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ainda não publicou a resolução necessária para possibilitar o acesso de recursos do Plano Safra 2011/2012. "Estamos há quatro meses insistindo nessa pauta, e milhares de famílias de produtores dependem da oficialização desse acordo para ter seu crédito liberado pelos bancos", aponta.

O acordo previa que todos os agricultores familiares que possuem operações de crédito rural contratadas até o dia 30 de junho 2010, independentemente de estarem inadimplentes ou não, poderiam acessar uma nova linha de crédito para a recomposição do saldo devedor. Esta nova linha de crédito teria limite de R$ 25 mil por agricultor, com prazo de dez anos para pagamento e juros de 2% ao ano. Além disso, foi acertado que agricultores com operações em situação de inadimplência até o dia 30 de setembro de 2011 deveriam efetuar o pagamento equivalente a 3% do saldo devedor vencido para poder acessar o novo recurso.

Weber disse que está preocupado com o fato de o governo federal, após inúmeras reuniões de negociações, ainda não ter cumprido o que foi acordado. "Eles dizem que isso ocorre por questões internas entre órgãos governamentais, mas representantes dos ministérios envolvidos estiveram presentes nas reuniões e garantiram a publicação, tínhamos esse assunto por encerrado", destaca. Segundo o dirigente, a Fetag deverá esperar até quinta-feira por uma ação da CMN referente ao assunto. "Após isso, vamos conversar com os sindicatos e traçar um novo plano de ação."

Fonte: Jornal do Comércio

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