Novas normas de convergência do IFRS afetarão joint ventures, analisa Ernst & Young Terco

 

O Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb, na sigla em inglês) emitiu dois pronunciamentos relevantes para as empresas brasileiras no último dia 12. De acordo com análise da Ernst & Young Terco, as novidades deverão impactar as operações de joint ventures. Um exemplo é o IFRS 11 (Joint Arrangements) que mudará a forma como as organizações reportam acordos conjuntos.

 A aplicação da norma internacional teve início para muitas empresas de capital aberto neste ano e o novo padrão já tem sido contemplado nos balanços trimestrais das companhias de capital aberto.

Com as regras anteriores, as empresas podiam registrar a participação em joint ventures tanto por consolidação proporcional quanto por equivalência patrimonial. Mas, com o novo pronunciamento, a consolidação proporcional não será mais permitida. Isso irá gerar uma adaptação das empresas brasileiras, já que na adoção do IFRS no Brasil, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) havia vetado a utilização da equivalência patrimonial. Em outros países, o IFRS 11 será obrigatório a partir de 2013, mas ainda não há data para sua aplicação no Brasil, que dependerá do CPC e da Comissão de Valores Imobiliários (CVM).

 Paul Sutcliffe, sócio-líder para IFRS da Ernst & Young Terco, diz que companhias dos setores de mineração, petróleo e gás, imobiliário e de construção, nos quais são comuns joint ventures, podem sentir o impacto maior da adoção do IFRS 11.

 “Entidades que têm investimentos em empresas controladas em conjunto e que são classificadas como joint ventures pelo IFRS 11 terão agora que aplicar equivalência patrimonial, o que mudará profundamente tanto seus balanços quanto suas demonstrações de resultados”, afirma Sutcliffe. No entanto, algumas entidades antes controladas em conjunto podem agora ser classificadas como operações conjuntas. Nesse caso, é necessário reconhecer sua parcela de ativos, passivos, receitas e gastos. Pode parecer com consolidação proporcional, mas não é”, afirma.

 “Todas as companhias operando sob o IFRS devem analisar como serão afetadas e começar a planejar a adoção das novas normas o quanto antes. Gestores devem mudar a forma estruturam negócios e acordos conjuntos daqui para frente, à luz dessas mudanças”, conclui Paul Sutcliffe.

Novas mudanças

 A partir do IFRS 12 as empresas terão que gerar informações que ajudem os usuários de suas demonstrações financeiras – como investidores – a avaliar tanto a natureza de seu envolvimento com outras entidades, quanto os efeitos financeiros disso em seus resultados. Esse padrão irá aumentar a quantidade de informações nas demonstrações financeiras sobre as relações de uma companhia com outra, segundo avalia Paul Sutcliffe.
“Mesmo que uma companhia julgue que não controle outra, a gestão deve revelar em sua demonstração financeira a informação que foi considerada para esta decisão que, assim, torna-se mais transparente”, afirma o sócio da Ernst & Young Terco. Isso vai ajudar os usuários dos balanços a fazer suas próprias avaliações.

Fonte: Ernst & Young e sobre a Ernst & Young Terco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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