SPED – Adversidade x Oportunidade

SPED – Adversidade x Oportunidade
Por Antonio Carlos Pedroso de Siqueira*

No Brasil, vivemos uma infinidade de diversidades que podem se transformar em sérias adversidades ou ótimas oportunidades. No Sistema Público de Escrituração Digital – SPED, a obrigatoriedade de escrituração fiscal e contábil por meio digital produziu necessidades que são muito boas às empresas. Dentre elas, podemos destacar a capacitação tecnológica e de pessoas; integração de pessoas; revisão de todos os processos; e oportunidade de economia fiscal.
A inovação do SPED é uma excelente oportunidade a ser adotada pelas empresas, inclusive para se evitar erros. De acordo com dados de pesquisa realizada há algum tempo, pela Revista Exame1, no sistema tradicional de escrituração contábil e fiscal as empresas apresentaram dados alarmantes. Para se ter uma ideia, a pesquisa revela que 94% das empresas não aproveitam créditos de ICMS de direito; 87% cometem algum erro na Base de Cálculo; 61% operam com clientes/fornecedores inaptos; 53% aplicaram a TIPI incorretamente e a TIPI – alterada 216 vezes (só em 2007).
É preciso acompanhar de forma estruturada cada mudança da legislação (societária, contábil e fiscal), bem como orientar a aplicação aos seus clientes, com objetivo de gerar excelentes oportunidades na obtenção de ganhos tributários e redução de custos administrativos, revisão de processos e análise cuidadosa dos controles internos mediante a revisão preventiva e periódica, que abrange a apuração dos diversos impostos, taxas e contribuições existentes, a assistência na preparação e revisão das obrigações acessórias DIPJ, DACON, DCTF, DIRF, PER/DCOMP, GIA, entre outras.
Diante da realidade apresentada, o SPED é o futuro que acaba de chegar. Quanto antes a empresa se atualizar, melhor. E nunca é demais lembrar que quem deseja uma empresa que gere resultados e crescimento, precisa trabalhar com quem entende do assunto, caso contrário, o que podia ser solução acaba por virar um tiro no pé.
Antonio Carlos Pedroso de Siqueira, diretor da Moore Stephens Auditores e Consultores.

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