TI: exigências e alternativas em tempos de crise

TI: exigências e alternativas em tempos de crise

*Adriano Filadoro

 

 

O cenário econômico atual, aliado à crescente inovação dos negócios, exige que o planejamento estratégico das organizações também esteja atrelado ao de Tecnologia da Informação. O motivo é simples: pelo uso de suas ferramentas e sistemas, a área de TI é responsável por guiar a empresa em seus processos e na elaboração de seus projetos.

 

Muitas empresas já perceberam a nova realidade e, diante das exigências competitivas, vêm buscando gerenciar esse setor de forma mais profissional, utilizando métodos padronizados de eficiência – isto é, a unificação do conjunto de decisões relacionado a planos, metas, produção e vendas – pautados pelas suas estratégias. É nesse contexto que se alinha a TI aos negócios, permitindo controle e mensuração de resultados, e, por último, valorizando a empresa.

 

Além de sua importância no processo produtivo e de serviços das organizações, a gestão da Tecnologia da Informação é responsável pela melhoria da qualidade no que se refere à performance e à produtividade. O resultado é a conquista de novos clientes e a fidelização dos atuais clientes.

 

Uma alternativa razoável encontrada por algumas empresas para gerir a implantação e o controle da área desse segmento é a terceirização. Além da redução de custos e tempo, a decisão pelo outsourcing tem-se revelado uma grande estratégia de crescimento. Os principais ganhos são maiores eficácia organizacional e agilidade administrativa. No caso dos serviços de tecnologia, ainda há a questão da segurança da informação – incluindo armazenamento de dados em data centers, virtualização e backup.

 

Outro caminho seguido para a aquisição de soluções em TI é o financiamento. O BNDES, mesmo diante do atual cenário de crise, vem ampliando seus recursos destinados ao crédito para infra-estrutura. No Programa Especial de Crédito (PEC), por exemplo, houve aumento de prazos e carências e redução de exigências burocráticas. Além disso, há o Cartão BNDES, destinado exclusivamente às pequenas e médias empresas.

 

A realidade enfrentada pelas organizações em tempos de crise não é nada confortável. Existe a necessidade de cortar gastos e, ao mesmo tempo, se readequar aos padrões cada vez mais elevados de tecnologia e qualidade. O segredo é ser cauteloso e fazer a escolha certa.

 

*Adriano Filadoro é consultor de TI e diretor de tecnologia da Online Brasil (www.onlinebrasil.com.br), empresa que há 15 anos atua em segurança, data center, infraestrutura e sistemas.

 

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